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Testemunhos de Excelência

Levo-os todos no coração”. Em dia de alta hospitalar, é com estas palavras de agradecimento à equipa do CMRA que Manuela Ralha se despede.

manuela ralha

“76 dias em Alcoitão… ou 77… dia de saída, de ter alta. Quero publicamente agradecer do fundo do coração a toda a equipa de enfermagem, aos auxiliares, à equipa de fisioterapia, terapia ocupacional, atividades de vida diária, às animadoras do núcleo de atividades culturais e recreativas, aos funcionários do centro e à Dra. Anabela Ferreira, minha fisiatra, o carinho apoio e incentivo. E o cuidado. Que posso dizer hoje do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão que não tenha já dito ou escrito? Apenas que estou profundamente agradecida pelas pequenas vitórias, pois para mim significam tudo. Se há algo a destacar em Alcoitão é sem dúvida o fator humano. (…) Levo-os a todos no coração. Bem hajam!”

 

No CMRA “sou sempre bem tratado”

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Uma ferida aberta numa mão foi o meio de propagação de uma infeção que deixou Henrique Fernando, de 59 anos, paraplégico.

Hoje, internado no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), ele conta a sua história.
Trabalhava como canalizador nos serviços municipalizados de Sintra. Apesar da ferida numa mão, não deixou de ir arranjar uma rotura numa conduta de água. Nos dias que se seguiram, a mão e o braço inchavam. Depois, veio o formigueiro nas pernas. Henrique deixou de andar, no ano de 2010.

Após a cirurgia no hospital Egas Moniz, foi internado durante quatro meses no CMRA, instituição que conhecia apenas de nome, para fazer fisioterapia e outros exercícios de reabilitação.

Seguiram-se vários outros internamentos, períodos em que o Centro se tornou a “casa” de Henrique, onde continua o processo de reabilitação, treinando várias atividades. “Aqui sou sempre bem tratado, o pessoal, desde os médicos aos auxiliares, são muito meus amigos. Tenho um terapeuta de exceção”, afirma, sublinhando: “Gosto muito de cá estar”.

 

Com o CMRA no coração

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Não conseguia mover-se, a não ser na cadeira de rodas, quando entrou no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Hoje já consegue deslocar-se, fazer a sua higiene autonomamente e participar em várias atividades desportivas.

No dia 28 de abril de 2014, a vida mudou para Mário Silva, 70 anos, natural de Setúbal, ex- paraquedista.
Foi de repente, um movimento em falso na banheira, onde tomava duche. Desequilibrou-se, caiu, bateu com a cabeça no lavatório, ficou estendido no chão de pedra. Só conseguia mexer os olhos.

O médico avisou as filhas: “vamos operá-lo mas ele não tornará a andar”.

Disseram-lhe: “a única hipótese de recuperar, é no Alcoitão”, conta.

Não conseguia mover-se, a não ser na cadeira de rodas, quando entrou no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) meses após o acidente.

Quase dois anos depois, Mário Silva internado pela terceira vez no Centro já consegue manter-se de pé, deslocar-se, fazer a sua higiene autonomamente e participar em várias atividades.

Depois de 22 anos como emigrante na Alemanha, tinha o projeto de gozar a sua boa reforma a passear, a “matar saudades” dos seu país e a conviver com os amigos, as filhas e os netos.

Num instante, os seus planos “foram por água abaixo”. Mas Mário Silva não desiste. “Tenho muita força de vontade, fui à guerra, vi coisas terríveis”. Este potencial foi aproveitado pelos profissionais do CMRA. Fisioterapia, muita fisioterapia e várias atividades desportivas contribuíram para reabilitar muitas capacidades que ele perdera em consequência da grave queda.

O CMRA, onde Mário Silva só entrara uma vez já há muitos anos, para visitar um militar amigo que perdera a perna na guerra de África, está hoje no seu coração, assegura. “Aqui, a terapia é excelente, o pessoal, não há melhor. Só há uma coisa que às vezes falha…” diz. E divertido: “A comida… falta fiambre. E gosto muito de comer bem…”

Os elogios ao CMRA multiplicam-se no seu facebook e Mário Silva passeia-se com as t-shirts do Centro aos fins-de-semana.

Um dia destes, ele há-de voltar a lançar-se de para-quedas, confia, enquanto percorre numa cadeira de rodas elétrica, os corredores do Centro de Reabilitação.

 

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“Hoje e a ultima noite aqui passada ao fim de quase 5 meses. Alcoitão foi a liberdade que me foi tirada e que aqui eu encontrei. Também aqui conheci muitas pessoas que levo no meu coração desde enfermeiros auxiliares terapeutas voluntários médicos NACR enfim um sem numero de pessoas que de uma maneira ou de outra por aqui passaram e me acarinharam. A todos o meu muito obrigada”

Fátima Lourenço